A prótese de quadril, bem implantada, oferece ao paciente, na grande maioria dos casos, uma vida normal, com mobilidade, força e atividades restauradas. A prótese mais antiga data de 1962 e era em metal-polietileno, fixados ao osso através do cimento acrílico. As complicações advindas do contacto entre a cabeça da haste femoral, metálica e o polietileno do acetábulo, este mais mole, promove, na maioria dos casos, o desgaste do polietileno. As micropartículas de polietileno e os fragmento de cimento que se desprendem, em contacto com o organismo, incitam uma reação inflamatória que resulta numa reabsorção do osso onde está esta implantada. O resultado é a soltura dos componentes da prótese, resultando ainda numa perda óssea femoral e acetabular de gravidade, 'as vezes, enorme.
A troca da prótese, nestes csos, requer técnicas complexas, com o uso de enxerto ósseo de banco de ossos, prótese de tamanho grande, telas, parafusos, etc. Tudo isto torna esta segunda cirurgia mais perigosa e demorada. A tentativa de resolver estes problemas teriam de passar, assim, pela eliminação do cimento ósseo e do polietileno. Na década de 80 foi desenvolvida a prótese sem cimento, de fixação biológica, onde o osso cresce para o interior da mesma, fixando-a definitivamente. Restava resolver o problema da superfície de contacto, substituindo o contacto da cabeça metálica (da haste femoral) e o polietileno. Isso foi resolvido na década de 90, com a troca do poletileno por metal ou por cerâmica. Nestes dois casos, a pequena fricçaõ entre as superfícies de contacto super polidas impedem a formação de partículas que provocariam a reação inflamatória responsável pela soltura ds prótese em polietileno. Cumpre-nos assinalar que nada é definitivo em artroplastias e que muitos fatores existem que podem piorar os resultados que prevíamos. Porém é certo assinalar que, em linhas gerais, as próteses em metal e em cerâmica são superiores 'aquelas em polietileno.Dúvidas: Ligue Cofrat - (11) 4121-6688
